Uma operação de resgate que mobilizou dezenas de bombeiros, percorreu centenas de quilômetros e enfrentou a força da natureza no oeste catarinense foi o tema central de um encontro estratégico realizado na última quarta-feira, 29, na sede do 14º Batalhão de Bombeiros Militar (14º BBM) do CBMSC. O comando da corporação reuniu as equipes para analisar tecnicamente a megaoperação realizada na Linha Voltão, concluída no último dia 11 de janeiro. A missão, marcada pela complexidade, tinha um objetivo sensível: localizar mãe e filha que desapareceram nas águas de um rio durante um passeio em família no dia 1º de janeiro de 2026.
Ao todo, 29 bombeiros (entre militares e comunitários) atuaram de forma ininterrupta. As equipes percorreram cerca de 165 quilômetros combinando varreduras terrestres, fluviais e aéreas. O corpo da mãe foi localizado 48 horas após o incidente, no dia 3 de janeiro. Já a localização da filha exigiu uma persistência de 11 dias de trabalho contínuo. Durante o encontro de avaliação, os bombeiros destacaram que o cenário era extremamente hostil. As equipes enfrentaram nível elevado da água e fortes corredeiras, chuvas recorrentes que dificultavam a visibilidade, terreno íngreme de difícil acesso e mata fechada.
Para vencer as adversidades geográficas, a operação utilizou uma abordagem "multitarefa". Além das buscas a pé e com embarcações no leito do rio, foram empregados drones para mapeamento aéreo e contou-se com o suporte tático do helicóptero do SAER-Fron, essencial para cobrir áreas onde as equipes por terra não conseguiam chegar.
Segundo o comando do 14º BBM, a reunião de feedback não serviu apenas para encerrar o ciclo da ocorrência, mas para aprimorar as táticas de salvamento em águas rápidas, garantindo que a corporação esteja ainda mais preparada para futuras respostas em desastres naturais.