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Historia

A história do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC) tem sua origem na antiga Força Pública, no final da década de 1910, em Florianópolis. À época, a Capital firmava-se como referência política e econômica no cenário estadual e registrava um processo de significativo desenvolvimento urbano.

 

A frente de outros municípios no Estado, Florianópolis entrou o século XX beneficiada por um ciclo de prosperidade proporcionado por investimentos públicos em obras urbanas, com as instalações das redes básicas de energia elétrica, abastecimento de água e esgoto na área central insular da Ilha de Santa Catarina.

 

Aos poucos, o pequeno vilarejo registrava a eclosão dos primeiros núcleos de edificações. Dada a precariedade da urbanização e os recursos disponíveis o desenvolvimento trouxe consigo os primeiros registros de incêndio e expôs a necessidade de o Estado organizar previamente o trabalho de combate a ocorrências desta natureza – a exemplo do que já ocorria em outras capitais.

 

A edição do periódico “A Patrulha” de número 10, publicada em 1950, resgata o panorama daquela época: “...no decurso dos anos de 1915 e 1919 haviam sido destruídos pelo fogo os prédios e existências de grandes firmas comerciais da metrópole catarinense. Nos dias que se seguiam à ocorrência era “prato do dia” falar-se sobre a criação de um Corpo de Bombeiros e os jornais da época descreviam as catástrofes em editoriais cheios de sugestões e apelo neste sentido”.

 

O clímax da mobilização popular em prol da criação do grupo de bombeiros, ainda conforme o registro da publicação da década de 1950, ocorreu após o registro de um incêndio em um sobrado na esquina das ruas Trajano e Conselheiro Mafra em 1919. As chamas se propagaram para prédios vizinhos causando grandes prejuízos. O episódio aconteceu justamente nos dias em que a população católica rendia seus cultos da Semana Santa, o que potencializou a insatisfação popular.

 

Em resposta a esta contenda o então governador do Estado de Santa Catarina, Hercílio Luz, assinou em 16 de setembro de 1919 a Lei Estadual número 1.288, que criou a Seção de Bombeiros da Força Pública.

 

Tinha-se naquele momento o primeiro desafio institucional: operacionalizar o serviço de combate a incêndios, ainda restrito à vila de Florianópolis, com integrantes da tropa que até então era empenhada e capacitada para atuar somente nas atividades de segurança pública (manter a ordem pública e atender às requisições de autoridades judiciárias e policiais).

 

A solução encontrada à época foi trazer para Santa Catarina a expertise de militares de outras instituições que poderiam compartilhar as técnicas aplicadas naquele tempo para a extinção de incêndios.

 

Aportaram em Florianópolis para atender a esta demanda o 2º Tenente Domingos Maisonette acompanhado do auxiliar 2º Sargento Antônio Rodrigues de Farias, provenientes do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal - na época situado na cidade do Rio de Janeiro.

 

A vinda destes proporcionou a capacitação do efetivo de bombeiros da Força Pública e a compra dos primeiros conjuntos de equipamentos necessários para a ativação do serviço, o que culminou na inauguração em 26 de setembro de 1926 da Seção de Bombeiros da Força Pública.

 

A nova Seção ocupou provisoriamente um espaço nos fundos do prédio onde funcionava a Inspetoria de Saneamento da Capital, na Rua Tenente Silveira, área central da cidade. Dispunha de duas bombas à vapor (com capacidade de 350 e 250 galões por minuto, respectivamente) duas bombas manuais (uma cisterna), seis secções de escadas de assalto, uma de gancho para assalto em sacadas, dois aparelhos de hidrantes de incêndio e ferramentas de sapa.  

 

A tropa de Bombeiros era formada por 27 homens, comandados pelo 2º Tenente BM Waldomiro Ferraz de Jesus. Eram eles: 1º Sargento Júlio João de Melo; 2º Sargento João Luciano Nunes; 3º Sargento Audério Silvério dos Santos; Cabos-de-esquadra Francisco Pereira de Alcântara, Elyseu Brasil, Bento Quirino Cavalheiro; Soldados Antônio Maestri, Geraldo Paumert, João Joaquim dos Santos, Ricardo Pereira de Castilhos, Ismael Vieira, Manoel Gonçalves de Mello, Almeida do Oliveira, Antônio dos Santos Carvalho, Domingos Pereira de Castilhos, Martinho Diogo Mafra, Hygino Godinho de Oliveira, Secundino da Costa Lemos, Antenor Quadros, Pereira de Arcanjo, Adolfo Xavier de Freitas, Francisco Adriano Rodrigues, Constantino Idalino de Arcanjo, inté Amaro Luiz, Nelson Gomes dos Santos; e os Soldados corneteiros João Luiz da Rosa e Silva e João Onofre da Cunha.

 

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Seis dias após o início dos trabalhos (02 de outubro) fora registrado o primeiro chamado, quando a guarnição de serviço extinguiu com emprego da bomba manual um princípio de incêndio na residência de Achilles Santos, a poucos metros do quartel, à rua Tenente Silveira número 6.

 

Conforme o registro em livro redigido pelo Comandante da Seção de Bombeiros, o fogo teria iniciado numa chaminé que estava com excesso de fuligem e por pouco não se alastrou pelo forro da casa. Naquele relato já ficara evidente a importância do serviço prestado pela Corporação, destinado a salvar vidas e riquezas alheias.

 

À medida em que a cidade se desenvolvia, deu-se internamente na Seção de Bombeiros mudanças operacionais somadas a aportes pontuais de investimentos que buscavam, dentro das possibilidades daquele tempo, ampliar e melhorar o serviço de combate a incêndio prestado à população florianopolitana.

 

Duas décadas depois de sua ativação, em 1957, a Seção de Bombeiros havia recebido constitucionalmente a denominação de Corpo de Bombeiros Militar e já ocupava o quartel sede - considerado quartel histórico do CBMSC - à rua Visconde de Ouro Preto. Empregava nos atendimentos um veículo Auto Bomba marca Ward La France com tanque com capacidade de três mil litros de água.

 

Primeiro Quartel CBMSC

 

      Ao mesmo tempo em que se consolidava a atuação do Corpo de Bombeiros Militar na Capital, tiveram início as ações administrativas e de planejamento para a gradativa interiorização do serviço de combate a incêndio por meio da instalação de unidades em outros municípios do Estado que já reuniam grande número de habitantes e edificações – o que de fato efetivou-se nas décadas seguintes nas diferentes regiões de Santa Catarina.  

 

Emancipação

 

Em 13 de junho de 2003, por meio da aprovação da Emenda Constitucional 033/2003, o Corpo de Bombeiros Militar deixou de ser parte integrante da estrutura organizacional da Polícia Militar de Santa Catarina.

A partir dessa data a instituição adquiriu o status de corporação autônoma, buscando melhores condições para a aplicação de uma política específica de expansão pelo território catarinense, aliada a ações em prol da modernização de viaturas, equipamentos, materiais e investimentos na formação e ampliação continuada de seu efetivo.

 

 

Poder de Polícia Administrativa

 

Em 11 de novembro de 2013 o CBMSC, através da Lei número 16.157 de 07 de novembro do mesmo ano, teve regulamentado o poder de polícia administrativa previsto no inciso III do Artigo 108 da Constituição do Estado de Santa Catarina, que estabelece a imposição de sanções administrativas para assegurar o adequado cumprimento das normas de prevenção, combate a incêndio e pânico vigentes no Estado. Tal decisão passou a permitir atuação mais efetiva dos integrantes da Corporação em defesa da Sociedade na prevenção de sinistros.

 

 

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